Atividades Econômicas de Foz do Iguaçu

    O desenvolvimento de Foz do Iguaçu deu-se através de 04 Ciclos Econômicos importantes: Ciclo da extração da madeira e cultivo de erva-mate, Ciclo de Itaipu, Ciclo de exportação e turismo de compras e Ciclo da globalização da economia.

 

Ciclo da extração da madeira e cultivo de erva-mate (1870-1970)

    As primeiras atividades econômicas de Foz do Iguaçu foram as extrações de madeira e o cultivo da erva-mate. Durante este tempo, o município se estendia por todo o oeste do Paraná até o município de Guarapuava e sua população era composta principalmente por indígenas, argentinos, paraguaios e os primeiros desbravadores. Após a instalação da Colônia Militar do Iguaçu, houve a fixação de um maior número de brasileiros na região, o que possibilitou o desenvolvimento de pequeno comércio e de pequenas propriedades rurais familiares.

 

Ciclo de Itaipu (1975-1985)

    Este ciclo ampliou e desenvolveu tanto o setor econômico quanto o demográfico devido à implantação da Hidrelétrica de Itaipu, que causou um crescimento de 385% de toda a população local, que passou de 34 para 136 mil habitantes, sendo que 50 mil faziam parte do quadro de funcionários da Itaipu no auge de sua construção. Este contingente estabeleceu-se nos bairros da cidade, dedicando-se à prestação de serviços. Houve um aumento de investimento do setor público em infra-estrutura urbana, com a construção de avenidas e do aeroporto. Este ciclo causou grande impacto em todo o oeste do Paraná, principalmente em Foz do Iguaçu, ocasionando a atração de correntes migratórias, compostas de trabalhadores e familiares, vindos principalmente de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além dos provenientes do Estado do Paraná.

 

Ciclo de Exportação e Turismo de Compras (1985-1995)

    Com a abertura da Zona de Livre Comércio em Ciudad Del Este, iniciou-se este novo ciclo econômico, que absorveria grande parte da mão-de-obra gerada pela hidrelétrica. Com investimentos asiáticos e árabes, em pouco tempo a cidade paraguaia se transformou no 3º centro comercial mundial, movimentando aproximadamente 14 bilhões de dólares, o que provocou um crescimento contínuo em Foz do Iguaçu. O turismo de compras passou a ser um fator preponderante, favorecendo o fluxo de

cerca de 3,2 milhões de visitantes por ano. Apesar do crescimento comercial, o Paraguai carecia de bens de consumo básicos, tanto duráveis como não duráveis, em quantidade e qualidade suficientes para atender a demanda. Essa carência foi suprida pelos exportadores brasileiros instalados em Foz do Iguaçu, que se beneficiaram deste mercado com a venda de bens como alimentos, vestuário, eletrodomésticos, maquinários agrícolas, insumos, entre outros, além do aumento na oferta de empregos e na renda local. Foz do Iguaçu tornou-se um verdadeiro centro de entrepostagem das mercadorias destinadas ao mercado do país vizinho.

 

Ciclo da Globalização e abertura de mercados (1995-2001)

    Este ciclo iniciou-se com a consolidação do Mercosul, que integra Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a proposta de isonomia de impostos, a adoção de uma política comercial comum e o estabelecimento de uma tarifa externa comum. O rompimento com o ciclo anterior agravou a condição econômica e social de Foz do Iguaçu, pois fez desaparecer grande parte do setor exportador e reduzir significativamente o turismo de compras e a ocupação de estabelecimentos hoteleiros não classificados, fato que ocasionou a dispensa de muitos trabalhadores. Entretanto, Foz do Iguaçu goza das vantagens de sua localização estratégica no Mercosul, possuindo perspectivas otimistas de crescimento econômico, com a atração de novos investimentos e consolidação de empresas que poderão usufruir desse nicho de mercado, até então pouco ou informalmente explorado. A expansão de cursos superiores, além do fator de atração de jovens e profissionais especializados, possibilita também a constituição de um pólo tecnológico, referencial para os novos momentos que estamos vivendo.

 

Texto extraído do Inventário Turístico de Foz do Iguaçu 2005.