CLIMA - VEGETAÇÃO - RELEVO


 

Clima

    O clima é subtropical úmido, mesotérmico, sem estação seca definida, com verões quentes, geadas pouco freqüentes e chuvas em todos os meses do ano.

A temperatura máxima registrada em 2004 ocorreu no mês de março, com 38,1 ºC. A menor temperatura ocorreu no mês de agosto, com 0,7ºC, sendo que a temperatura média anual ficou em 21,2 ºC.

Em 2004, a precipitação média anual foi de 107,7 mm, sendo maio o mês de maior precipitação, com 287 mm, e em janeiro o de menor precipitação, com 5,7 mm. A umidade relativa do ar, em 2004, ocorreu com maior intensidade no mês de maio, com 87%, e com menor intensidade nos meses de fevereiro, março e setembro, com 66%.

 

 

 

Vegetação

    Originalmente, a região de Foz do Iguaçu esteve coberta pela floresta estacional semidecidual, caracterizada em regiões nas quais existe uma estação chuvosa e outra seca, com acentuada variação térmica. A principal variação florística é, portanto, constatada entre o planalto, onde ocorre a floresta estacional semidecidual submontana, e nas áreas ribeirinhas aos cursos d’água, onde ocorre a floresta estacional semidecidual aluvial. Atualmente, a região é caracterizada pela mata pluvial subtropical devastada, entremeada de mata cultivada.

O Parque Nacional do Iguaçu, onde localizam-se as Cataratas do Iguaçu, representa uma das últimas reservas biológicas do estado, abrigando uma coleção significativa de espécies vegetais e animais, sob proteção da legislação federal.

A mata subtropical, encontrada na região do Parque, é definida pelos rios Iguaçu e São João. É significativa tanto pela extensa área como pela diversidade das espécies que a caracterizam, entre as quais estão: alecrim, angico, canafístula, sapuva, timbaúva, cedro, guajuvira, marfim, ipês, palmeiras, canelas, epífitas, bromeliáceas, aráceas, lianas e ainda com a ocorrência de plantas xerofíticas devido à umidade constante da região. O mapeamento da vegetação da Região Sul considera que o Parque Nacional representa um dos últimos exemplares da floresta das bacias dos rios Paraná e Uruguai. É interessante observar a associação de espécies que ocorre formando um conjunto sempre constante. Esse tipo de floresta ocupa cerca de 90% da área do Parque.

Nas margens dos rios Paraná e Iguaçu e de seus afluentes, uma floresta tropical de várzea ocupa as partes baixas. Porém, devido às queimas regulares anuais de campos para ampliação da fronteira agrícola, a região deixou de ser rica em recursos florestais. Isto acabou refletindo na devastação da mata ciliar que protegia o principal manancial de captação de água no município: os rios Tamanduá, Tamanduazinho e Sanga Funda. Em alguns locais do perímetro urbano, a vegetação é esparsa, quando existente. As ocupações irregulares e a crescente urbanização sem critérios adequados contribuem na destruição da mata nativa, principalmente a ciliar. Já as áreas do 34º Batalhão de Infantaria

Motorizado, do loteamento Festugato, do Clube Floresta, do Colégio Agrícola, entre outras, representam as áreas de bosques com as principais remanescências e características nativas.

Caracterizam-se quatro tipos de vegetação neste quadro urbano, entre elas: mata natural e de capões, mácegas e plantas rasteiras, reflorestamentos e arborização pública.

 

Relevo

O município de Foz do Iguaçu ocupa a porção oeste do Terceiro Planalto, onde predominam vertentes levemente onduladas, com altitude média de 192 metros. Na área urbana o relevo é suave ondulado a ondulado, com descidas acentuadas para as margens dos rios Paraná (a oeste) e Iguaçu (ao sul); outras depressões são raras e se verificam na foz dos afluentes a esses grandes rios.

A evolução topográfica se dá praticamente estável nos entre-rios ou arroios, porém uma malha excessivamente regular no seu traçado original ocasionou, no centro urbano, ruas muito inclinadas ou onduladas, com encontros em baixadas curtas para onde se concentram águas pluviais que chegam a transbordar das galerias pela excessiva aceleração e acúmulo. Os traçados recentes revelam melhor acomodação topográfica e redução no tamanho médio dos lotes que originalmente eram grandes (600 a 1.000 m2), a exemplo do que ocorria normalmente nesta região quando da sua colonização. Por outro lado, constata-se freqüente descontinuidade e falta de articulação na malha viária, o que induziu a formular como prioritárias as intervenções no mesmo. As declividades ocorrem, em sua maioria, entre 2% a 8%, tornando-se propícias à ocupação urbana. Margeando os cursos d’água, ocorrem relevos com declividades superiores a 12%. Exceção para as faixas de topografia acidentada, nas vertentes do rio Paraná, normalmente de relevo ondulado e montanhoso, com declividades superiores a 20% e freqüentemente atingindo de 80% a 100%.

- Altitude máxima do município: 321 metros (dentro do Parque Nacional, próximo à divisa com o município de Santa Terezinha de Itaipu).

- Altitude mínima do município: 100 metros (foz do rio Iguaçu)

- Altitude máxima no perímetro urbano: 275 metros (região de Três Lagoas).

 

Texto extraído do Inventário Turístico de Foz do Iguaçu 2005.