HIDROGRAFIA E GEOLOGIA

Hidrografia
O município é limitado pelos dois maiores rios do Estado: Paraná e Iguaçu. Seus afluentes formam o sistema de drenagem natural. Dentre eles podem ser destacadas nove microbacias hidrográficas, sendo sete delas circunscritas ao perímetro municipal. Em escala decrescente de área fazem parte:
a) Da Bacia do Baixo Iguaçu: rio Tamanduá, córrego Carimã e rio São João;
b) Da Bacia do Paraná III: rios Almada, M'Boicy, O'Coi, Cuê, Guabiroba e Monjolo.
Dos três rios principais que deságuam no rio Iguaçu, os dois maiores são o rio São João, cuja nascente situa-se fora dos limites do município, e o rio Tamanduá, este com sua microbacia dentro do município. O rio Paraná está entalhado em um profundo “canyon” decorrente da ação tectônica; desta forma seus afluentes, por terem seus vales suspensos, precipitam-se em cascatas ou degraus. Os afluentes do rio Paraná são mais numerosos dentro do município, cortando-o no sentido lesteoeste na região mais ao norte. Cada uma dessas microbacias é independente e seus rios, córregos e nascentes possuem cada qual vales isolados, separados por regiões de altitude mais elevada. Todos são rios perenes que aumentam grandemente a vazão quando em época de chuvas, devido a vários fatores, como o solo pouco permeável e a extinção da cobertura vegetal primitiva.
Os rios Iguaçu e Paraná desempenham, paralelamente, importantes papéis no desenvolvimento municipal e nas limitações físico-institucionais: o rio Iguaçu, pelo elevado interesse turístico e o Paraná, pelo seu potencial hidrelétrico.
Formação Geológica
Em quase toda a faixa da superfície do município situada acima dos 180 metros, o solo possui textura argilosa e é profundo. Isto se deve à decomposição de rochas basálticas do tipo Latossolo Roxo Distrófico e Eutrófico. Já no quadro urbano, o solo é do tipo Podzólico Vermelho-Amarelo Eutrófico, que se estende no sentido norte-sul, dentro da área urbana, desde a barragem de Itaipu até as proximidades do principal eixo de desenvolvimento, a avenida Juscelino Kubitscheck.
Nos vales e nos leitos dos rios, em especial o Paraná e Iguaçu, a rocha está exposta continuamente. Nessas drenagens do município, a cobertura é de solos litólicos, que se caracterizam pela presença de fragmentos de rocha intemperizada, ou não, em meio a uma matriz argilosa. Os solos de várzea, localizados nas regiões mais baixas e aplainadas, estão sujeitos a inundações freqüentes e sedimentação por receberem águas superficiais das áreas mais altas e por situarem-se às margens dos canais de drenagem. A importância do seu estudo está voltada para aqueles situados na área urbana, por causa das suas restrições para o assentamento.
Localizam-se principalmente nas regiões do Porto Meira, na área do quartel do Batalhão do Exército e deste local estendem-se até a avenida República do Paraguai. O índice de impermeabilização do solo nas áreas ocupadas com edificações é elevado devido também à pavimentação e densificação da ocupação. É sob as características climáticas e geológicas, privilegiadas por uma topografia suave ondulada, com declividade pouco acentuada apenas às margens dos rios Paraná e Iguaçu, que se desenvolve a agricultura local. As terras do município, em sua maioria, são de fertilidade elevada, apresentando, no geral, boa aptidão agrícola tanto para culturas manuais como para as mecanizadas. Entre as culturas mecanizadas estão a soja, o trigo e o milho; dentre as manuais, o algodão, a mandioca e o fumo. Destacam-se ainda as culturas de arroz, laranja, limão, cana-deaçúcar e feijão.
As atividades agrícolas, até bem pouco tempo, não estavam associadas a qualquer prática conservacionista ou de manejo sustentado do solo. Assim, devido à baixa declividade na maior extensão do território municipal, entre 2% a 8%, pode-se observar através de fotografia aérea pontos de erosão ainda que não críticos.
Texto extraído do Inventário Turístico de Foz do Iguaçu 2005.